
A doença celíaca é considerada uma desordem autoimune, na qual o organismo ataca a si mesmo. Os sintomas podem surgir em qualquer idade após o glúten ser introduzido na dieta.
Quais são os sintomas da doença celíaca?
Os sintomas intestinais incluem diarréia crônica ou prisão de ventre, mal-estar, vômitos, inchaço e flatulência, irritabilidade, e pouco ganho de peso e até dores de cabeça, que são sintomas clássicos. Os pacientes podem apresentar atraso de crescimento, anemia da carência de ferro, osteopenia ou osteoporose, exames anormais de fígado, manchas na pele, mudanças de humor, e uma erupção na pele que faz coçar chamada dermatite herpetiforme, estes que são sintomas não clássicos. A doença celíaca também pode não apresentar nenhum sintoma.
A doença celíaca pode levar anos para ser diagnosticada. Os exames de sangue são muito utilizados na detecção da doença celíaca. Os exames do anticorpo anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo anti-endomício (AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para um diagnóstico. A doença celíaca deve ser confirmada encontrando-se certas mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado. Para ver essas mudanças, uma amostra de tecido do intestino delgado é colhida através de um procedimento chamado endoscopia com biópsia. (Um instrumento flexível como uma sonda é inserido através da boca, passa pela garganta e pelo estômago, e chega ao intestino delgado para obter pequenas amostras de tecido).
Pelos sintomas serem comum a várias outras doenças e pelo fato de muitas vezes não se dispor de sintomas, a doença é de dificil diagnóstico, tendo uma média de 5 a 6 anos até o diagnóstico a partir do momento em que sintomas são identificados. Estima-se que pelo menos 1% da população mundial tenha a doença e não saiba.
Como é o tratamento da doença celíaca?
O tratamento consiste em evitar por toda a vida alimentos que contenham glúten (tais como pães,cereais, bolos, pizzas, e outros produtos alimentícios, ou aditivos, que contenham trigo, centeio, aveia e cevada). Medicamentos e outros produtos também podem conter glúten. Assim que o glúten é removido da dieta, a cura costuma ser total. Apesar da dieta sem glúten parecer extremamente difícil a princípio, algumas famílias tem tido muito sucesso com ela. É possível substituir as farinhas proibidas por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz, farinha de araruta ou fuba´. Nutricionistas e grupos de apoio podem ajudar as famílias a se ajustar a essa dieta radical. Mesmo assim, pode levar vários meses até que elas se acostumem com a dieta sem glúten.
O que você pode esperar do tratamento?
Os pacientes podem começar a apresentar melhora 1 ou 2 semanas após o início da dieta. A intolerância à lactose causada pelo dano intestinal também diminui. Na maioria das pessoas, os sintomas desaparecem e a parede do intestino se recupera totalmente de 6 a 12 meses após o início da dieta sem glúten. Nas crianças, o crescimento e a força dos ossos volta ao normal. Visitas regulares a um nutricionista e a uma equipe de profissionais de saúde com experiência no tratamento da doença celíaca são importantes para ajudar a manter a dieta e monitorar possíveis complicações. Apesar de algumas pessoas serem capazes de voltar a consumir glúten sem sintomas imediatos, elas não “superaram” a doença celíaca, e não estão “curadas”. A dieta sem glúten deve ser seguida por toda a vida.
A doença celíaca é comum?
Estima-se que 1 em cada grupo de 100 a 200 pessoas nos EUA e na Europa tenha a doença celíaca. No Brasil ainda não temos um número oficial, mas na última pesquisa publicada pela UNIFESP, em um estudo feito com adultos doadores de sangue, o resultado apresentou incidência de 1 celíaco para cada grupo de 214, moradores de São Paulo.
Quem corre o risco de contraí-la?
As pessoas com maior risco de contrair a doença celíaca são aquelas que têm diabete do tipo 1, doença autoimune da tiróide, síndrome de Turner, síndrome de Williams, ou parentes com a doença celíaca (predisposição genética). Você pode ter a doença celíaca mesmo sem fazer parte de um dos grupos de maior risco.
Uma prática regular de exercícios físicos comcomitante com a dieta isenta de glúten, ajuda muito a fortalecer a saúde do Celíaco. Muitas pessoas, mesmo com a dieta, têm difiiculdade de engordar. Por isso a dieta isenta de glúten é seguida até mesmo por pessoas não celíacas que querem emagrecer e ter uma vida saudável.
Fonte 1: http://www.doencaceliaca.com.br/doencaceliaca.htm - Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil






